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    O Mercado de Venda de Jumento Pêga

    É indiscutível o bom momento que vive o mercado de eqüídeos em 2008, reflexo do bom desempenho da economia brasileira. Quem durante o Plano Collor uma quebradeira geral, com a liquidação de diversos plantéis, nos últimos anos vem assistindo um boom do setor com a venda intensificada de animais. Nesta mesma barca, além de bons negócios envolvendo cavalos de diversas raças, estão jumentos e muares, cujo mercado “turbinou” de cinco anos para cá.

    O 5° Leilão da ABCJPêga realizado no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte (MG) durante a XXIII Enapêga serve muito bem de parâmetro para este mercado, tanto para Jumentos, Burros e Mulas. O faturamento do pregão bateu a casa dos R$ 524.340,00, para uma média individual de R$ 19 mil. O lote top daquela tarde do dia 7 de junho na Gameleira foi Rena Serrari, exemplar arrematado por R$ 39 mil.

    O leiloeiro Afonso Miranda de Resende tem acompanhado de perto o deslanchar do comércio de jumentos e muares. Desde de a primeira edição do ABCJPêga, que carrega a chancela da Associação, ele foi o responsável por apregoar os lotes ofertados. Segundo o leiloeiro, nunca se viu tão bons negócios entre estes produtos. “O sucesso nas vendas coincidiu com o 1° leilão da ABCJPêga. De lá para cá, a coisa decolou e todos passaram de sair do arremate de cabeça erguida”, conta.

    Ele exemplificou a atual fase se referindo a outro leilão: o da Fazenda do Vau: “O remate foi realizado após a Enapêga de 2008, em Lagoa Dourada (MG), onde existe hoje a maior concentração de Jumentos Pêga no Brasil. Tivemos lá uma média de burros recém desmamados – de seis a oito meses – de R$ 4.100,00 e uma média para jumentos e jumentas de R$ 22 mil.”

    Liquidez e bons preços tem sido a tônica

    Além dos bons valores de mercados alcançados, Miranda destaca o fator liquidez. “Tudo que foi ofertado foi vendido em Lagoa Dourada.” Outro exemplo dado pelo leiloeiro foi a ultima edição do Rancho 44, do criador Sólon Fagundes, em 2007, no qual as mulas alcançaram até R$ 20 mil. “Atualmente, o mercado é franco comprador, até mesmo porque está faltando produtos. Parece que cada leilão vai superando o outro. Onde a qualidade, o negócio é fácil, e existe a preocupação hoje dos criadores de ofertar animais com bom valor zootécnico. Em suma, hoje o mercado está também exigente.”

    Além da falta de produtos, o leiloeiro relata que muitos pecuaristas estão deixando de usar cavalo na lida do gado para utilizar mulas, pelo andamento macio e cômodo, pela resistência e chegar a lugares que nem sempre um cavalo chega. Outro aspecto observado por Miranda é que as transmissões dos pregões pela televisão têm sido uma estratégia altamente eficaz de divulgação destes produtos. “Os animais estão saindo para todo o Brasil, de norte a sul. Lembro-me que no 5° Leilão dos Associados tivemos excelentes negócios realizados pelo Canal com a venda de vários produtos para cidades como por exemplo do Acre e Mato Grosso”, comenta.

    Miranda deixa um recado para quem quer investir em jumentos, burros e mulas. Segundo ele até o final do ano os interessados poderão adquirir os produtos em mais dois remates. Na 4° Edição do Rancho 44, que acontece no dia 13 de setembro, em Belo Horizonte, e no VI Leilão dos Associados da ABCJPêga, que a Associação irá promover no dia  7 de novembro, também na Gameleira. “São as últimas chances de este ano de levar para casa um bom jumento e muares de qualidade.”

    Faltam Jumentos na praça

    Sólon Luiz Fernandes Pedrosa, titular do Rancho 44, que ofertou em seu leilão cerca de 100 animais em 72 lotes – 60 dele e 12 de convidados – prefere desprezar as condições favoráveis da economia brasileira para justificar a expansão deste mercado. Segundo ele, a projeção destes produtos se deve ao fato de criadores de cavalos e leigos descobriram as qualidades destes animais. “Quando falo de qualidade, falo, principalmente, em qualidade de equitação. Quando um criador de cavalos monta um burro ou uma mula, ele se assusta com o andamento extremamente macio e cômodo e passa querer esta montaria na fazenda”, argumentou.

    Na percepção de Sólon, o mercado está mais aquecido para jumento do que para muares. E conclui: “O problema é que o jumento sumiu da praça. Hoje, os de qualidade estão na mão de poucos, que não querem vende-los”.

    Matéria publicada na Revista Horse
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    4 Responses to “Mercado de Jumento Pêga Aquecido”

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